Brasileira conta que está de malas prontas para fugir de novos tremores

A brasileira Tatiane Espinosa e seu marido, em foto
                de arquivo. (Foto: Arquivo Pessoal)

A paulistana Tatiane Espinosa, que vive em Santiago há três anos, conta que a madrugada e a manhã deste sábado (27), por causa do terremoto que abalou o Chile, foram de desespero para ela e sua família. Depois do abalo principal, houve vários tremores em consequência do primeiro.

“Estamos com nossas malas prontas para sair correndo a cada novo tremor”, conta a brasileira. Ela mora no bairro de Cerrillos, que fica a sudoeste do centro da capital, com o marido chileno e uma bebê.

O primeiro terremoto, de cerca de um minuto de duração, ocorreu às 3h34 (horário local de verão, o mesmo de Brasília) e atingiu atingiu a região central do Chile, perto de Concepción, 400 km ao sul de Santiago. Na capital chilena, a 325 km de distância, o evento estremeceu diversos prédios e várias regiões da cidade ficaram sem energia. Com medo, muitos chilenos saíram às ruas.

Novos tremores

Tatiane conta que durante o primeiro tremor, ficou sob um batente de porta junto com o marido e a filha. Desde então não conseguiram mais dormir, por causa dos constantes tremores secundários. “Praticamente a cada hora, volta a tremer”, conta.

Ela contabiliza os estragos causados em sua casa. “Copos e louças quebraram por causa do balanço. Não tivemos nem como comer porque está tudo destruído”, diz. Armários e outros móveis também foram danificados com o tremor.

Tatiane relata que, apesar da situação de desespero, a população está se ajudando, compartilhando, por exemplo, a água potável disponível, já que o fornecimento foi cortado. Muitas lojas em seu bairro foram danificadas. “Saímos e está tudo fechado: supermercados, farmácias. Também não há gasolina à venda”, diz.

Um prédio próximo de onde mora desmoronou. Isso a deixa com medo de ficar em seu apartamento. Como vivem no segundo andar, têm que percorrer apenas um lance de escada para sair do edifício. No entanto, relata, a cada novo tremor, vão até o apartamento de uma vizinha para ajudá-la com seu filho de 13 anos, que é deficiente físico e não pode sair tão rapidamente do prédio.

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