TIRO E QUEDA CAP. 2



 CAPITULO  2

Ana entra na sala de Carlos. Ela já está com a arma em punho dentro da bolsa.

Carlos: Ana? O que você está fazendo aqui?

Sem responder, Ana tira a mão de dentro da bolsa. Carlos vê a arma e fica perplexo. Ela dispara três vezes contra o marido. Carlos cai no chão de seu escritório.

Ana: Adeus meu amor. Descanse em paz.

Ana sai da sala rapidamente e desce pelas escadas do fundo

MOTEL

Ela chega eufórica para se encontrar com Paulo.

Ana: Tudo certo meu amor...sai tudo como o planejado!
Paulo: Eu sabia que você não iria falhar, mas você tem certeza que não foi vista por ninguém?
Ana: Certeza absoluta. Eu saí e entrei na empresa sem ser vista!

Nesse momento o telefone de Ana toca. Ela atende.

Ana: Alô.
Otávio (funcionário da empresa)- Dona Ana...o Doutor Carlos ele...
Ana: O que foi? Fala logo!
Otávio: O Doutor Carlos foi assassinado.
Ana: O que? Não pode ser verdade! Eu não acredito.
Otávio: A polícia já está aqui na empresa.
Ana: Eu já estou indo.

Ana desliga o telefone.

Ana: Tenho que ir para empresa.
Paulo: Chora muito hein... você tem que demonstrar uma profunda dor pela morte do marido.
Ana: Eu sei Paulo. Modéstia parte eu sei atuar muito bem.

Os dois se beijam.

BR TECIDOS

Ana chega e ajoelha-se sobre o corpo de Carlos.

Ana: Meu amor... quem foi que fez isso com você?
Delegado Junqueira: Eu sou o delegado que vai cuidar das investigações e eu prometo a senhora que eu e minha equipe faremos de tudo para descobrir quem matou o seu marido.
Ana: Façam isso, o que eu mais quero é ver esse assassino atrás das grades.
Delegado Junqueira: O pessoal IML já chegou para levar o corpo para perícia.
Ana: Eu vou cuidar dos preparativos para o enterro, e ter que dar a notícia aos meus filhos.
Delegado Junqueira: Não será fácil para eles receberem a notícia.
Ana: Eu sei...

MANSÃO DOS MARTINS- TARDE

Ana chega em casa.

Mateus: Mamãe... é verdade que o meu pai morreu?
Ana: O que?
Mateus: Eu vi na TV, no jornal... é verdade?
Ana: Onde estão Ricardo e Juliano?
Mateus: Estão no quarto.... mas me fala cadê meu pai? É mentira que ele morreu não é?
Ana: Não meu filho. O Carlos foi assassinado.

Mateus começa a chorar. Ana abraça o filho.

Ana: Eu vou lá em cima falar com seus irmãos.

NO DIA SEGUINTE...

VELÓRIO

Muita movimentação no velório de Carlos. Muitos funcionários da empresa e amigos da família, além de várias autoridades compareceram ao velório.

Ana estava junto ao caixão com o corpo do falecido marido. Quando Otávio, um funcionário da empresa, se aproxima dela e fala ao ouvido.

Otávio: Eu preciso falar com a senhora. É urgente.
Ana: Vá para a sala reservada. Já estou indo.

Otávio se dirigiu até a sala reservada.

SALA

Ana foi em seguida e quando chegou lá, além de Otávio estavam Suzana, Luiz e Pedro, todos funcionários da BR Tecidos.

Ana: O que está acontecendo? O que você quer falar como Otávio?
Otávio: Algo muito importante e de seu extremo interesse.
Ana: Pois fale logo, preciso voltar ao velório do meu marido.
Otávio: Marido que você matou não é?
Ana: O que?

Ana ficou perplexa.
                        

SALA

Ana foi em seguida e quando chegou lá, além de Otávio estavam Suzana, Luiz e Pedro, todos funcionários da BR Tecidos.

Ana: O que está acontecendo? O que você quer falar comingo Otávio?
Otávio: Algo muito importante e de seu extremo interesse.
Ana: Pois fale logo, preciso voltar ao velório do meu marido.
Otávio: Marido que você matou não é?
Ana: O que?

Ana ficou perplexa.

Ana: Do que você está falando? Por acaso está bêbado, drogado?
Otávio: Eu nunca estive tão lúcido Dona Ana. Se a senhora não lembra eu posso recordar. Ontem, nós vimos a senhora saindo da sala do doutor Carlos na hora em que ele foi assassinado. Nós estamos na sala onde os funcionários ficam reunidos. A sala do cafezinho e vimos quando a senhora saiu de lá.
Ana: Você deve está louco. Eu estava em casa quando recebi a notícia que o Carlos havia sido assassinado.

Otávio entrega a Ana vária fotos dela saindo da sala de Carlos.

Ana: Não pode ser...
Otávio: Agora a senhora lembra?
Ana: O que vocês querem?
Suzana: Dinheiro...muito dinheiro.
Pedro: Se a senhora não quiser parar atrás das grades vai ter que ser muito generosa.
Ana: Falem... podem falar. Quando vocês querem?
Otávio: Nos encontre nesse restaurante hoje a noite. Sem falta. Lá a gente conversa sobre valores. Passar bem.

Otávio, Suzana, Pedro e Luiz saem da sala.

Furiosa, Ana arremessa um vaso de flores na parede!

Ana: Droga!

Ela liga para Paulo.

Ana: Você não vai acreditar...
Paulo: O que foi?
Ana: Quatro funcionários da empresa me viram sair do escritório, e tem provas para me incriminar... ele estão pedindo dinheiro.
Paulo: Droga! Você disse que tinha saído tudo perfeito!
Ana: Eu não os vi... eles estavam em uma sala.
Paulo: Quanto eles pediram?
Ana: Me mandaram ir para um restaurante hoje a noite para conversar.
Paulo: Você vai?
Ana: Claro né? Eles tiraram fotografias quando eu saia da sala eu estou encurralada. Agora eu tenho que desligar. Depois a gente se fala.

A NOITE...

RESTAURANTE

Ana chega

Otávio: Pensei que não vinha mais... já ia ligar para você.

Ana: Vamos direto ao assunto. Quanto você querem para esquecer essa história?

Otávio: 500 mil dólares!

Ana: O que? Ficou maluco? Eu não tenho esse dinheiro todo.

Otávio: Tem sim, não seja humilde. Esse é o preço no nosso silêncio.

Ana:Vocês acham que tenho uma fábrica de dinheiro?

Luiz: Eu não diria uma fábrica de dinheiro, mas uma fábrica de tecidos que dá muito lucro.

Suzana: A isso é mesmo.

Pedro: E por falar na empresa nós quatro queremos ser promovidos a cargos mais importantes.

Ana: Ainda tem essa?... Tá certo, eu dou o que vocês querem.

Otávio: Ótimo. Será melhor para todos.

Ana: Mas vocês vão ter que colaborar. Conhecem aquele porteiro da empresa o...
Suzana: O Jacson?
Ana: É esse mesmo. Vocês vão dizer ao delegado que viram ele saindo da sala do Carlos. Vocês vão dizer que ele é o assassino.

Pedro: Mas o Jacson seria incapaz de fazer isso. Ele não teria motivos para matar nem uma mosca! Além disso ele é um homem muito bom e batalhador.

Ana: Olha aí o defensor dos fracos e oprimidos... eu tô pouco me lixando para quem é esse tal de Jacson. O que importa é a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco! Se vocês o acusarem, em dois tempos ele será julgado e condenado e o caso será encerrado. É pegar ou largar.

Pedro: Olha aqui sua assassina... esqueceu que está nas nossas mãos? Nós temos provas que podem te colocar em dois tempos na cadeia!
Otávio: Calma Pedro.A gente aceita a sua proposta. Amanhã mesmo nós vamos à polícia denunciar o porteiro.

Ana: Ótimo... Então negócio fechado!

Ana e Otávio selam o acordo com um aperto de mão.


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