TIRO E QUEDA CAP. 1

1º capítulo
RIO DE JANEIRO
MANSÃO DOS FONTES
A familia Fontes é uma família tradicional de São Paulo, que se instalou no Rio de Janeiro há 40 anos. É proprietária do Estaleiro Fontes Aguilar S/A, um grande estaleiro especializado na construção e reparos naval. Caio comanda a empresa, ele é casado com Alana e tem três filhos: Mateus de 11 anos, os gêmeos Rodrigo e Mariana de 10 anos.
Caio: Que silêncio? Cadê todo mundo?
Alana: Eles já foram para o colégio. Deixaram um beijo pra você.
Caio: Estou indo para o estaleiro.
Ana: Bom trabalho pra você meu amor.
Carlos: Obrigado.
Carlos e Ana se beijam. Quando Carlos sai, Ana liga para seu amante, Paulo.
Ana: Oi meu bem, o que você acha da gente se encontrar hoje? Tô morrendo de saudades de você.
Paulo: Pode ser. Também tô morrendo de saudades sua cachorra.
Ana: Em meia hora eu passo pra te pegar. Beijo.
MOTEL
Ana e Paulo fazem amor.
Ana: Eu não agüento mais aquela casa. Tem horas que dá vontade de sumir, desaparecer, deixar tudo para trás, casa, filhos, marido...
Paulo: E o Carlos nunca desconfiou de nós dois?
Ana: O Carlos é um idiota que só tem olhos para o trabalho.
Paulo: Você ainda ama ele?
Ana: Não, claro que não, o amor acabou como uma chama que se apaga. Eu não sinto nem mais prazer com ele. Só com você.
Paulo: Por que você não deixa ele de uma vez?
Ana: E abrir mão da vida que eu tenho? Nunca! O que posso fazer é ter paciência e esperar o Carlos partir dessa pra uma melhor e ficar com tudo. Se bem que eu acho que para aquele ali bater as botas aja tempo...
Paulo: A gente pode dar um empurrãozinho meu amor. Acelerar o processo. Entendeu?
Ana: Você ta querendo dizer pra gente matar o Carlos?
Paulo: Exatamente!
Ana: Não é uma má idéia... mas qual é o seu plano?
Paulo explica todo o plano a Ana.
Ana: O plano é muito arriscado.
Paulo: Mas eu tenho certeza que dará certo. É só fazer direitinho.
Ana: Então tá. Eu topo.
Os dois se entreolham e se beijam.
MOTEL
Paulo: Eu posso contratar um bom pistoleiro pra fazer o serviço.
Ana: Não! Vai que o bandido venha a nos chantagear no futuro ou dar com a língua nos dentes... É melhor eu mesma fazer o serviço. Além do que eu sei como entrar e sair da empresa sem ser vista. É mais seguro.
Paulo: Então ta. Se você acha melhor assim. Quando podemos por em prática o plano?
Ana: Na próxima terça é feriado, o movimento na empresa vai diminuir e isso facilita muito, quanto menos pessoa, mais fácil.
Paulo: E o Carlos vai está na empresa?
Ana: A meu bem, pro Carlos não existe feriado, tá sempre lá na empresa.
Paulo: Ótimo, lá em casa eu tenho uma arma, muito boa, você vai saber manusear?
Ana: Claro, eu tenho cara de madame mas sei me virar muito bem com uma arma. Agora eu tenho que ir, meu filhos já devem ter chegado do colégio.
Os dois se beijam.
Paulo: Quando podemos nos ver para acertar os últimos detalhes?
Ana: Eu ligo pra te dizer.
DOIS DIAS DEPOIS...
MANSÃO DOS MARTINS- NOITE
Carlos: Ultimamente você tá muito estranha Ana. O que está acontecendo?
Ana: Não está acontecendo nada Carlos.
Carlos: Vamos pro quarto se divertir um pouco?
Ana: Eu marquei de sair com algumas amigas.
Carlos: E eu não posso ir junto?
Ana: Vamos fazer comprar. Papo de mulher.
Ana sai.
RESTAURANTE
Paulo: Por que viemos jantar num restaurante tão longe?
Ana: Esqueceu que eu sou casa? Não posso dar bandeira.
Paulo: Tá certo... mas me diz como vão os preparativos para o grande dia?
Ana: Tudo conforme o planejado. Amanhã mesmo o Carlos vai partir dessa para uma melhor. E nós dois seremos o casal mais feliz de todo o mundo!
NO DIA SEGUINTE...
MANSÃO DOS MARTINS
Carlos: É tão bom reunir toda a família assim em volta da mesa. Nem que seja para um rápido café da manhã.
Juliana: O senhor vai trabalhar hoje papai?
Carlos: Vou dar uma passada na empresa.
Ricardo: A pai não vai não, hoje é feriado, vamos jogar futebol.
Carlos: Bom, tá certo, hoje eu não vou pra empresa e vou ficar o dia com meus dois filhos e minha princesinha.
Ana: Não Carlos, é melhor você ir para empresa, as crianças tem muito dever de casa pra fazer não vão ter tempo para brincar.
Carlos: Eu juro que eu vou voltar mais cedo da empresa para passar a tarde com vocês.
Ana sorri discretamente.
Carlos: Já vou para empresa.
Ele se despede de cada um dos filhos e de Ana.
EMPRESA BR TECIDOS
É hora de agir! Ana chega na empresa, com muita cautela sobe peãs escadas dos fundos do prédio. Os corredores, que em dias normais tem muitos funcionários transitando, estavam sem movimento.
Ana entra na sala de Carlos. Ela já está com a arma em punho dentro da bolsa.
Carlos: Ana? O que você está fazendo aqui?
Sem responder, Ana tira a mão de dentro da bolsa. Carlos vê a arma e fica perplexo. Ela dispara três vezes contra o marido. Carlos cai no chão de seu escritório.
FIM DO CAPÍTULO 1
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