Polícia investiga caso do suposto bolão premiado da Mega-Sena no RS
Delegado diz que foram vendidas 40 cotas de bolão por R$ 11 cada.
CEF apura se aposta deixou de ser registrada ou se houve falha.
CEF apura se aposta deixou de ser registrada ou se houve falha.
De acordo com o delegado Clóvis Nei da Silva, responsável pela apuração do caso, quatro pessoas estiveram na 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo para registrar queixa contra a lotérica. "Ainda estamos ouvindo mais pessoas que compraram cotas do bolão, que custavam, cada uma, R$ 11. O que consegui apurar até o momento é que foram vendidas 40 cotas como essa."
Silva informou ainda que outras pessoas já estão na delegacia para prestar a mesma queixa. "Vamos ouvir todas as pessoas que se apresentaram como vítima, o dono da lotérica e representantes da Caixa Econômica Federal para esclarecermos o ocorrido."
O gerente da lotérica disse ao G1 que o habitual é o bilhete da aposta ficar guardado em um cofre até o próximo dia útil após o sorteio. "Não sei onde está esse bilhete agora, pois o dono da lotérica não veio hoje para trabalhar. Estamos todos querendo saber o que aconteceu."
A assessoria de imprensa da CEF no Rio Grande do Sul informou que os bolões não são homologados pela CEF e os prêmios, em caso de acerto das dezenas da Mega-Sena e de outras loterias, serão entregues ao portador da aposta.
Os participantes do bolão procuraram, na manhã desta segunda-feira, a lotérica onde o jogo foi feito. O responsável pelo estabelecimento não soube explicar o motivo do problema. Os apostadores fizeram uma reunião com representantes da Superintendência da Caixa Econômica Federal, que vai apurar o caso.
De acordo com a assessoria da Caixa, haverá uma investigação para saber se o bilhete deixou de ser registrado pela lotérica ou se ocorreu outro problema com a aposta.
Leia abaixo a nota oficial divulgada pela Caixa:
"A Caixa Econômica Federal esclarece que o comprovante emitido pelo terminal de apostas é o único documento que habilita o recebimento de prêmios. A ocorrência será objeto de apuração e caso se confirme a existência de irregularidade será aplicada a penalidade prevista nas normas internas, que podem ir de uma simples advertência até a revogação compulsória da permissão, de acordo com a gravidade do fato."
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