BOA NOITE, CINDERELA!

Artigo de Aguinaldo Silva




Todo mundo sabe – o Brasil é uma verdadeira fábrica de “Cinderelas”, e a cada dia uma boa meia dúzia delas encontra seu Príncipe Encantado e se dá bem. De todas as brasileiras a Cinderela mor é sem dúvida dona Lili Safra, que casou com nada menos que dois Príncipes Encantados; os dois morreram e lhe deixaram uma fortuna calculada em 3 bilhões – um império digno de uma verdadeira Disneilândia.
Claro, nem toda Cinderela tem a (má) sorte de dona Lily, coitada: viúva duas vezes! Algumas são bem mais modestas, conformam-se com um príncipe de chuteiras e prazo de validade especificado... E até com menos: com um empresário português em estado de pré-falência, por exemplo, ou com um operário alemão que as quer apenas para fazer “aquilo”.
Ou seja: Cinderelas brasileiras há de todos os tipos... E algumas – sem falar de dona Lily -, têm uma sorte imensa. É o caso de Fernanda Miranda (na foto abaixo), natural da cidade de Touros, Rio Grande do Norte, 23 aninhos, e um filho do primeiro príncipe que lhe apareceu pela frente – um português, que na verdade não tinha reino nenhum e logo arrepiou carreira.
Exilada no Porto, Cinderela Fernanda foi trabalhar numa loja de shopping. E - apesar dohandicap que para uma candidata a princesa é o fato de ter um filho - não desistiu do seu sonho de casar e reinar, que esta é a aspiração de toda Cinderela.
E não é que ela se deu bem? Num dos raros telefonemas que deu para o seu tio Luís de França, que ficou lá em Touros, ela anunciou há alguns meses atrás: “conheci um velho careca e muito rico.” E, disse o tio aos jornais portugueses, ele viu logo que ela ia “se dar bem”.
Pois o “velho careca” (72 anos) era ninguém menos que Jorge Nunes Pinto da Costa (na foto abaixo, lado a lado com Fernanda), presidente do Futebol Clube do Porto, casado duas vezes com a mesma mulher e vítima recente de outra Cinderela, esta portuguesa, uma matadora que o tirou do sério e transformou sua vida num verdadeiro inferno.
 
Apesar dessa péssima experiência Pinto da Costa, como Fernanda Miranda, não desistiu. Pois estava escrito nas estrelas que essas duas almas gêmeas se encontrariam entre as mesas da praça de alimentação de um shopping, e ali dariam início a mais um romance que não será imortal, posto que é chama, mas que será eterno enquanto dure.
Final feliz, e material de primeira linha para a imprensa especializada em fofoca: enquanto a esposa de Pinto da Costa se mantém à sombra, como é do seu feitio, Fernandinha, apenas uma menina mal saída dos cueiros e já muito vivida, se transforma na primeira dama do Porto. Sinos tocam, passarinhos pipilam, bolas de soprar em forma de coração flutuam pelo ar, fogos de artifício estralejam, fanfarras à porta do palácio anunciam... Sim, graças ao gol de placa de Fernanda Miranda ganhamos de novo o campeonato mundial das periguetes/quer dizer:das Cinderelas!

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