Com cargo ameaçado, Fossati mostra bom humor e tranquilidade

 Eu mesmo vou fazer a primeira pergunta: que time vocês querem?

Com um sorriso no rosto e expressão de tranquilidade, o técnico Jorge Fossati iniciou a conversa com os jornalistas com uma brincadeira na noite desta terça-feira, depois de mais um treinamento de portões fechados no Beira-Rio. Nem parecia um treinador claramente ameaçado de demissão. Se o Inter perder para o Cerro-URU ou até empatar o jogo desta quarta-feira, às 21h50m, pela Libertadores da América, o uruguaio deixará o Inter. E ele sabe disso.

Jorge Fossati pediu à imprensa para falar apenas sobre o jogo. Depois de se autodeclarar “bonzinho” por praticamente confirmar a presença de Walter aos jornalistas, ele não quis aprofundar a impressão que deixou nas últimas entrevistas: a de que pedirá demissão em caso de novo insucesso.

- Vamos falar do presente. Ninguém conhece o futuro – afirmou o treinador.

Fossati sabe que pode estar em seus últimos dias de Inter. E ele tenta usar sua experiência para lidar com a situação.

- Estou treinado para poder afastar, às vezes, meus sentimentos e colocar toda minha energia no que tem na frente. Se eu não conseguisse fazer isso, não poderia dirigir um time que joga domingo, quarta, domingo. Não tenho tempo nem para ficar triste demais, se abater, nem para grandes comemorações, para ficar no limbo da felicidade porque ganhou, porque o time foi bem. Na hora em que a gente estava numa boa fase, e foi bastante tempo, vocês não me viram fazer festa, não vir treinar. Nossa dinâmica não permite grandes festejos nem grandes abatimentos – comentou o técnico.

Jorge Fossati não quis especificar o esquema que mandará a campo. A tendência é o 3-5-2. Escalação provável: Abbondanzieri, Índio, Sorondo e Bolívar; Nei, Sandro, Guiñazu, D’Alessandro e Kleber; Walter e Alecsandro.

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