ADRIANO, IMPERADOR... IMPERADOR DE QUÊ?

Abro “O Globo” on line e me deparo com a seguinte notícia sobre Adriano, o jogador do Flamengo que, atualmente, está sem jogar:
“Adriano segue treinando em separado do restante do elenco depois da dispensa provocada pela depressão e pela confusão (os destaques são meus) em que se meteu num baile funk na noite de quinta-feira passada. Na ocasião, a noiva de Adriano, Joana Machado, foi até a Favela da Chatuba, no subúrbio carioca, enfurecida pelo fato de Adriano estar lá com outros jogadores do Flamengo. Joana quebrou os carros de Adriano, do zagueiro Álvaro e do atacante Dênis Marques. Testemunhas disseram que ela foi agredida por Adriano. Os dois reataram dias depois e apareceram juntos na sede do Flamengo, na Gávea, na terça-feira.”
“Depressão”, “confusão”: as mesmas coisas que resultaram na saída escandalosa de Adriano de um time europeu. Na ocasião, ao chegar ao Brasil – ele declarou que preferia mil vezes viver num barraco na favela – de onde não consegue sair – do que num palácio na Europa; e que agora sim, de volta ao seu ninho (o barraco, a favela), conseguiria ser feliz.
Bom, minha teoria vocês conhecem: ninguém que seja bom da cabeça diria que não existe lugar melhor pra se viver do que num barraco fedorento. Os moradores das favelas, se lhes fosse dada a chance de viver num lugar melhor, decente, nem pensariam duas vezes antes de abandoná-las. Todas as virtudes que os intelectuais de esquerda vêem nelas ruiriam por terra à primeira ventania de cem quilômetros por hora... E eles já sopram no Rio Grande do Sul e Santa Catarina de vez em quando, com previsões de que podem chegar mais acima – em São Paulo e no Rio – dentro em breve.
Portanto, vamos parar com essa história de passar a mão na cabeça de Adriano, chamá-lo de “Imperador” (do quê, da federação de todas as favelas?) e achar que ele, com seu ufanismo meio debilóide em relação ao mal viver, é que está certo. Depressão, confusão... Esse rapaz é um ás quando joga futebol – e atenção, eu disse: quando joga. Mas como joga pouquíssimas vezes, é bom que as pessoas reconheçam, para o bem dele mesmo, que em vez de carinho ele precisa é de tratamento.
escrito por Aguinaldo Silva
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