Cientistas descobrem primeiro dinossauro 100% chileno

O Atacamaticán, um gigantesco dinossauro herbívoro que habitou o norte do Chile há cerca de 100 milhões de anos, se tornou a primeira espécie exclusivamente como chilena, revelou um estudo divulgado nesta quinta-feira (17).
A pesquisa foi validada revista científica Anais da Academia Brasileira de Ciências, que anunciou, nesta quarta-feira (16), a descoberta de diversas novas espécies pré-históricas em território brasileiro, entre elas um dinossauro carnívoro, o maior já encontrado no país.
"O Atacamatitán chilensis é o primeiro dinossauro a ser batizado no Chile", disse o paleontólogo David Rubilar, integrante da equipe que realizou a descoberta.
- Essa nova espécie fóssil permitirá ampliar o conhecimento dos dinossauros na América do Sul e representa uma grande contribuição para a paleontologia nacional.
"O Atacamatitán chilensis é o primeiro dinossauro a ser batizado no Chile", disse o paleontólogo David Rubilar, integrante da equipe que realizou a descoberta.
- Essa nova espécie fóssil permitirá ampliar o conhecimento dos dinossauros na América do Sul e representa uma grande contribuição para a paleontologia nacional.
Trata-se de uma nova espécie de dinossauro gigante, o titanossauro, de caráter herbívoro, com pescoço e cauda muito longos, de cerca de 8 m de comprimento e com cerca de 5 toneladas. A particularidade desse dinossauro são suas pernas mais magras, reflexo da geografia do local, onde esses animais viveram no passado e de sua alimentação, segundo o cientista.
"Sua particularidade foi diagnosticada a partir das vértebras do dorso e da cauda e pelo formato do fêmur, mais fino do que em que qualquer titanossauro já descoberto", explicou Rubilar.
- Não é nem o maior nem o menor, sua principal característica distintiva está no fêmur.
Os restos desse dinossauro foram encontrados em 2000 onde fica hoje o deserto do Atacama, o mais árido do mundo, localizado no extremo norte do Chile com uma extensão de mais de 100 mil km2 e com períodos de até 300 anos sem chuvas.
"O Atacamaticán se alimentava dos frutos das araucárias, o que indica que, naquela época, o deserto do Atacama não era um lugar tão árido como agora", explicou Rubilar, paleontólogo do Museu de História Natural do Chile.
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