PRATO DO DIA: RISOTO DE SHITAKE
Risoto… quando falamos isso dá logo um ar chique para o arroz. Pois é, o risoto é uma prova de que ele, o arroz, não é como aquele seu amigo feio que tem carro, que só acompanha. Mas, apesar de toda essa responsa, o risoto é um prato mais simples de ser feito que MUITA gente imagina. Ele é um pouco trabalhoso, é verdade, mas nada que vá lhe enlouquecer e, eu garanto, você pode ganhar muitos pontos com aquela gatinha preparando essa maravilha que vou lhes ensinar AGORA.
Primeiro vamos aos ingredientes
1 colher de sopa de manteiga sem sal
2 colheres de sopa de óleo de milho
2 xícaras de arroz arbóreo
1 cebola cortada em cubinhos bem pequenos
1/2 taça de vinho branco seco
1,5 litros de caldo de legumes
1 bandeja de shitake fresco cortado em tiras não muito finas
150 gramas de queijo parmigiano reggiano ralado na hora
2 colheres de sopa de creme de leite fresco
Pimenta do reino
2 colheres de sopa de óleo de milho
2 xícaras de arroz arbóreo
1 cebola cortada em cubinhos bem pequenos
1/2 taça de vinho branco seco
1,5 litros de caldo de legumes
1 bandeja de shitake fresco cortado em tiras não muito finas
150 gramas de queijo parmigiano reggiano ralado na hora
2 colheres de sopa de creme de leite fresco
Pimenta do reino
Primeiro deixa explicar umas coisas. O arroz arbóreo. Pode fazer com comum? Não, não pode. O arbóreo ao ser cozido libera bastante amido – e absorve melhor os líquidos – o que permite ao risoto ficar cremoso enquanto o grão fica al dente. E o Shitake, precisa ser fresco? Na verdade não. Se ele for seco você terá que colocar na água quente por uns 2o minutos – fora do fogo – em uma panela tampada para que ele hidrate, depois é mandar ver. E o caldo de legumes, pode ser knorr? Pode. Não é o ideal, o bom mesmo é preparar um caldo de verdade mas, poxa, não estou esperando que você vire um chef da noite por dia. 3 cubinhos de caldo de legumes em 1,5l de água deve resolver. Lembre, não economizem nos insumos…

Botando a mão na massa, ops, no arroz.
Primeiro ferva a água com os cubos de caldo. Reserve.
Pegue uma panela não tão grande – de preferência boa, daquelas que não grudam tudo no fundo – e leve ao fogo alto, aqueça por um minuto. Na panela lance a manteiga e o óleo. Reduza o fogo e vá mexendo devagar com uma colher de pau ou silicone. Logo que a manteiga derreter acrescente a cebola. Aqui tem um segredo… a cebola deve refogar apenas até ficar transparente. Pronto? Manda o arroz pra panela. Um dos segredos do risoto é você entender que vai ter que mexer essa bodega durante todo o processo, ou seja, não dá pra deixar no fogo e ir arrumar o que fazer. Bem, misture o arroz com a cebola até perceber que ele foi bem envolvido pela manteiga e por ela.
Agora é a hora do vinho. Despeje ele na panela, sempre mexendo bem, devagar, com firmeza mas delicadamente – se quer coisa de macho vá preparar arroz de carreteiro. Depois de uns 4 minutos vai dar pra perceber que os grãos estão perdendo a cor nas pontas. Agora é, devagar, ir colocando o caldo. Eu uso uma concha. Vou despejando apenas até cobrir o arroz e vou mexendo. A medida que o arroz vai absorvendo vou colocando mais. A ideia é que na panela tenhamos sempre uma consistência cremosa. Não pode MESMO é deixar secar.
Depois de uns 8 a 10 minutos é hora de jogar o shitake na panela (lembrando que você o lavou, tirou o talo e cortou os chapéus em tiras). Eu dou uma preparada no shitake antes – explico abaixo – mas não é necessária de fato. Misturou direitinho? Jogue o queijo ralado e continue a mexer. É, eu disse, mexe um bocado.
Assim que o queijo derreter e se misturar bem experimente o grão. Ele deve estar ainda um pouco resistente, como se estivesse QUASE pronto, faltando pouco para ficar al dente. Nessa hora você desliga o fogo, adiciona o creme de leite, a pimenta do reino, adiciona mais uma colher bem cheia de manteiga e acerta o sal. Tampe a panela e deixe descansar por uns 5 minutos, é o tempo que ele vai terminar de cozinhar.
Agora use uma fôrma para servir ele bonitinho no meio do prato. Em volta espalhe pitadas de salsa desidratada e, sobre o montinho, uma pitadinha de queijo ralado. Agora é correr para o abraço! Nham nham. Ah, ele pode ser prato principal ou acompanhamento. Quando uso como acompanhamento geralmente vai ao prato com um medalhão de filé com molho de gorgonzola ou manteiga de ervas.
Shitake do Eden
Como eu disse eu dou uma pré-preparada no shitake, acho que fica mais gostoso. Jogue uma colher e meia de sopa de manteiga na frigideira, assim que derreter lance o shitake. Refogue bem com duas colheres de shoyo, uma colher de chá de açúcar, uma pitada de sal e duas colheres de saquê (se não tiver não tem problema). Dois minutos de fogo e estará no ponto. Ah, pode misturar outros cogumelos como Funghi Porcinni ou Shimeji.
Boa refeição... muito melhor que aquele lámen sabor sapato que tu come.

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