GRANDES NOVELAS BRASILEIRAS DOS ANOS 80






Carlos Lombardi foi colaborador de Silvio de Abreu, até estreiar como novelista titular em 1984 com "Vereda Tropical". Seguindo uma linha cômica e bem escrachada, Lombardi surgia como um talento de valor ímpar para esse tipo de texto. Vereda Tropical marcou 62 pontos de média no horário das 19hs e deu a Lombardi mais confiança para escrever sua nova trama que iria ao ar em 1988.
No dia 13 de junho de 1988 entrava no ar "Bebê a Bordo", mais um grande sucesso de Carlos Lombardi e seus personagens malucos e policamente incorretos.


ENREDO

Despertar as mais diversas sensações, dentro da sua completa inocência, parece ser o destino da pequena Heleninha desde o seu nascimento, que acontece dentro do carro de Tonico Ladeira, quando a quase mamãe Ana pega uma estratégica carona para fugir da polícia. Estava selada a união de Ana e Tonico. De motorista a parteiro, Tonico fica irremediavelmente ligado a Heleninha, ainda mais que Ana desaparece.
Ana acaba por repetir a história de sua mãe Laura, que a abandonou no seu nascimento. Mas Laura está disposta a conseguir para si a guarda da sua neta, a pequena Helena. Novamente o destino dá uma ajudinha, pois mais tarde Ana decide deixar o neném na porta da casa de Laura, sem saber quem é ela. Enquanto isso, vários personagens masculinos disputam a paternidade da criança, pois Ana não faz a mínima idéia de quem é o pai de Heleninha. Entre eles: Tonico Ladeira, Zezinho, Antonio Antonucci e os irmãos Tonhão, Rei e Rico.
No outro lado da história, está a solteirona Ângela, que sonha com um homem que não conhece e se assusta quando descobre que ele existe. Ângela é uma mulher reprimida que dedicou sua vida a cuidar dos irmãos Zetó e Caco. Eficiente secretária, trabalha com Tonico e se apaixona por um locutor de rádio, Tonhão, com quem tem sonhos sensuais.


ABERTURA


CURIOSIDADES


  • O bebê servia para unir os diversos núcleos da história, apresentados num texto inquietante, com pintadas sentimentais, consagrando assim o grande talento de Carlos Lombardi, como autor de novelas.
  • Bebê a Bordo foi reapresentada na sessão Vale a Pena Ver de Novo, entre 9 de novembro de 1992 e 12 de março de 1993, as 13h30, em 90 capítulos.
  • Isabela Garcia mostrou-se como uma grande atriz e uma perfeita representação da personagem Ana. Isabela Garcia foi o grande destaque do ano, estampando a capa da revista Playboy, na edição de aniversário de 13 anos da revista, em agosto de 1988.
  • Inesquecível a seqüência final do primeiro capítulo em que Ana, dá à luz Heleninha, em plena Avenida Paulista.
  • Tony Ramos exercitou sua veia cômica, compondo Tonico, de uma forma hilária.
  • Destaque também para os atores Guilherme Fontes e Guilherme Leme, interpretando os irmãos Rei e Rico, respectivamente. Eles lançaram a moda do lencinho no cabeça.
  • Bebê a Bordo foi a última novela de Dina Sfat, falecida na fatídica segunda-feira de 20 de março de 1989, vítima de câncer. Mas também foi a primeira novela de Bel Kutner, sua filha com o ator Paulo José.
  • Destaque para a canção Mordida de Amor da banda Yahoo, versão nacional da canção Love Bites da banda Def Leppard. Um megahit do ano de 1988, que fechava a última cena da novela, com Heleninha, a então bebê Beatriz Bertu.
  • Um grande sucesso do horário das 19h00, com média geral de 60 pontos no horário.
  • A convite do Video Show, no dia 13 de junho de 2008, uma sexta-feira, a atriz Isabela Garcia comentou sobre os 20 anos da exibição do primeiro capítulo do folhetim. Inclusive a inesquecível cena em que sua personagem, Ana, dá à luz Heleninha, em plena Avenida Paulista, no carro de Tonico, personagem de Tony Ramos, ao fugir de um assalto, ao som de uma ópera retumbante, de plano de fundo.
  • Na época da exibição da novela, a atriz Maria Zilda teve uma intoxicação com Camarão com Chuchu e ficou alguns dias afastada. Depois a atriz Débora Duarte sofreu um acidente no cenário de sua personagem Mendonça.
  • Teve o título provisório de A Filha da Mãe.




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