"Geração Mano" vive pior momento em 29 meses e testa reação emocional

O Corinthians não enfrentou a ira da torcida no Pacaembu e teve o esforço reconhecido na eliminação da Libertadores. No entanto, o time enfrenta o pior momento da “geração Mano Menezes”. A frustração que foi grande entre os torcedores teve a mesma dimensão em alguns jogadores. Jovens caíram em lágrimas e até nomes mais experientes sentiram a queda de forma intensa. O vestiário alvinegro foi marcado pelo choro. O dia seguinte, pelas cobranças.
Essa é a primeira vez que Mano encara cenário tão negativo. Quando foi contratado, em dezembro de 2007, o clima era ainda pior por culpa do rebaixamento, mas o treinador era a esperança de novos ares. E a insatisfação era com a herança deixada pelo grupo que caiu à Série B sob o comando de Nelsinho Baptista.
Agora é diferente. A Gaviões da Fiel passou 1h30 da última quinta-feira cobrando o presidente Andrés Sanchez em sua sala. Os aplausos pós-jogo deram lugar à insatisfação. O nome de Mano foi citado com frequência. O treinador tem total respaldo da diretoria e dificilmente isso mudará.
Sua maior preocupação neste momento é em conseguir uma recuperação rápida. Neste domingo, o Corinthians já terá um teste de fogo. Mais que enfrentar o Atlético-PR pela primeira rodada do Brasileiro, o time alvinegro voltará ao mesmo Pacaembu da eliminação na Libertadores com a obrigação de vencer.
Um resultado negativo contra os paranaenses pode tumultuar ainda mais o ambiente, assim como uma postura apática da equipe. E o emocional do elenco está longe do ideal. As cenas no Pacaembu depois do duelo com o Flamengo foram de extrema tristeza. Jogadores como Dentinho e Elias estavam aos prantos. Nomes mais experientes como William e Chicão também sentiram o baque.
“O sentimento geral é de muita tristeza porque nós tivemos uma campanha incrível na Libertadores, mas não foi suficiente e acabamos eliminados. Demos o nosso máximo, fomos guerreiros. A nossa decepção é igual à do torcedor”, contou Ronaldo, convocado para a entrevista coletiva no dia seguinte à eliminação.
Nos dois anos e cinco meses de Mano à frente do Corinthians, houve outros momentos de turbulência, mas nenhum tão sério. No primeiro semestre de 2008, a queda no Paulista e a derrota na final da Copa do Brasil, semanas depois, deixaram o clima conturbado. No entanto, a recuperação na Série B e o fato de ter alcançado a decisão da Copa do Brasil com um time totalmente reformulado aliviaram a pressão.
Desta vez, as cobranças serão proporcionais ao início de campanha no Brasileiro. Bons resultados podem ajudar a aliviar a eliminação precoce na Libertadores, seja para torcida, jogadores, diretoria e o próprio Mano.

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