Para evitar pirataria, José Padilha diz que vai montar "Tropa de Elite 2" no caveirão
Código do silêncio. O título pode ser o de um velho filme de Chuck Norris dos anos 80, mas cabe bem para a coletiva de "Tropa de Elite 2": o elenco estava sob um rígido código de silêncio para não revelar nada da trama. "É uma situação chata. Não quero parecer omisso, mas vocês estão aqui para perguntar e nós para não responder", disse um chateado Wagner Moura que, ao lado do diretor José Padilha, do produtor Marcos Prado e parte do elenco, divulgou o início das filmagens da sequência do polêmico policial de 2007, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim.


O clima de paranóia é justificado pelo vazamento do filme original para o mercado pirata antes da estreia. "Vamos montar o filme no caveirão", brincou José Padilha, que revelou a estratégia para evitar que o longa seja distribuído ilegalmente. Não haverá terceirização nas etapas de pós-produção e todas as cópias serão acompanhadas por alguém de sua equipe. "A pirataria aconteceu na legendagem para o mercado internacional", lembrou o diretor.
Mesmo com a lei da mordaça, sabe-se que "Tropa de Elite 2" é ambientado nos dias de hoje e envolve a questão das milícias, controladas por ex-policiais. De fora do primeiro filme, a política e a imprensa terão papéis na trama. Outro motor para o roteiro é o desenvolvimento do personagem do Capitão Nascimento, vivido por Wagner Moura. "No original, não havia um arco dramático para ele", explica Padilha. "Ele começa querendo sair do Bope e termina assim. Quem tinha um arco dramático era o Matias (André Ramiro). O desafio para a continuação foi mostrar a evolução do Nascimento. Isso foi feito a partir de pesquisas com o comportamento de policiais".
O personagem, agora coronel, tem um filho adolescente e, segundo seu intérprete, é menos dinâmico do que no primeiro "Tropa de Elite". "O Nascimento não precisa mais ter aquele vigor físico, não tem que subir em favela. E como eu tive um filho, de lá para cá me sinto mais preparado como ator para viver a emoção de ter um filho na tela", explica Wagner Moura, que não considera o personagem um divisor de águas na sua carreira. "Eu tenho medo dessa expressão porque parece que estou desmerecendo outros personagens que vivi, como o Hamlet."
Sobre a polêmica de o primeiro filme ter sido considerado fascista por parte da crítica e apontado como um glorificador da violência, José Padilha dá de ombros e admite que não policiou suas ideias ao realizar a continuação. "Os policiais têm uma expressão que diz 'faz o seu que eu faço o meu'. Não posso antecipar a reação da crítica nem a do público. Mas talvez a polêmica surja com a personagem da Tainá [Muller, de "Se nada mais der certo"], que é jornalista". O diretor começa a rodar "Tropa de Elite 2" agora, no dia 25 de janeiro, e o lança nas salas de cinema no dia 13 de agosto, uma sexta-feira. Que não dê o azar de estar disponível antes, em um camelô perto de você
Mesmo com a lei da mordaça, sabe-se que "Tropa de Elite 2" é ambientado nos dias de hoje e envolve a questão das milícias, controladas por ex-policiais. De fora do primeiro filme, a política e a imprensa terão papéis na trama. Outro motor para o roteiro é o desenvolvimento do personagem do Capitão Nascimento, vivido por Wagner Moura. "No original, não havia um arco dramático para ele", explica Padilha. "Ele começa querendo sair do Bope e termina assim. Quem tinha um arco dramático era o Matias (André Ramiro). O desafio para a continuação foi mostrar a evolução do Nascimento. Isso foi feito a partir de pesquisas com o comportamento de policiais".
O personagem, agora coronel, tem um filho adolescente e, segundo seu intérprete, é menos dinâmico do que no primeiro "Tropa de Elite". "O Nascimento não precisa mais ter aquele vigor físico, não tem que subir em favela. E como eu tive um filho, de lá para cá me sinto mais preparado como ator para viver a emoção de ter um filho na tela", explica Wagner Moura, que não considera o personagem um divisor de águas na sua carreira. "Eu tenho medo dessa expressão porque parece que estou desmerecendo outros personagens que vivi, como o Hamlet."
Sobre a polêmica de o primeiro filme ter sido considerado fascista por parte da crítica e apontado como um glorificador da violência, José Padilha dá de ombros e admite que não policiou suas ideias ao realizar a continuação. "Os policiais têm uma expressão que diz 'faz o seu que eu faço o meu'. Não posso antecipar a reação da crítica nem a do público. Mas talvez a polêmica surja com a personagem da Tainá [Muller, de "Se nada mais der certo"], que é jornalista". O diretor começa a rodar "Tropa de Elite 2" agora, no dia 25 de janeiro, e o lança nas salas de cinema no dia 13 de agosto, uma sexta-feira. Que não dê o azar de estar disponível antes, em um camelô perto de você
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