Delegado do caso Eliza diz que talvez não haja mais restos mortais


Edson Moreira, delegado da Divisão de Homicídios de Belo Horizonte (MG), disse, no final da manhã desta sexta-feira (9), que talvez não haja mais restos mortais da ex-amante do goleiro suspenso do Flamengo, Bruno Fernandes.
Durante entrevista coletiva na sede da Divisão de Homicídios, Moreira afirmou que a polícia voltou a fazer buscas na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, mas talvez não haja mais o que encontrar.
- A gente nem sabe se ainda há restos mortais.
A afirmação foi feita após o delegado ser questionado pelos jornalistas se a polícia iria levar o ex-policial civil até o sítio, em Vespasiano. Santos, o goleiro Bruno e o amigo dele conhecido como Macarrão estão na sede da Divisão de Homicídios nesta sexta. Eles chegaram ao local por volta das 11h escoltados por oito viaturas da polícia. Todos usavam o uniforme vermelho da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), onde passaram a noite.
Moreira afirmou que os suspeitos foram instruídos pelo seu advogado de defesa a não fazerem exame de DNA. Ele contou que não sabe se Bruno irá cooperar ou não com a polícia em seu depoimento que deve ser realizado nesta sexta. Mas, para o delegado, pelo andar das investigações, a cooperação do jogador “é irrelevante” porque o crime já está praticamente esclarecido.

- Ninguém é obrigado a fornecer provas contra si mesmo. É um direito deles.

O delegado contou que chegou a falar com o goleiro na madrugada desta sexta-feira. Ele afirmou, com uma certa ironia, que teria dado as “boas-vindas” ao jogador.

- Agora você está em Minas Gerais.

Moreira afirmou ainda que vai encaminhar o laptop de Eliza Samudio para a perícia. Segundo ele, fotos e mensagens de MSN que constam na máquina podem ajudar nas investigações do desaparecimento da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. Ao final da breve entrevista, ele mostrou a máquina aos jornalistas.
Prisão
Bruno e Macarrão foram presos quarta-feira (7) no Rio de Janeiro e encaminhados para Minas na noite de quinta-feira (8). O avião Bandeirantes da Polícia Civil mineira pousou no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 23h10. Um forte esquema de segurança foi montado para recebê-los e levá-los para o Departamento de Investigações no bairro Lagoinha. Pelo menos 20 policiais aguardavam a chegada do goleiro e do amigo. Embora estivessem algemados quando embarcaram na aeronave no Rio de Janeiro, ambos estavam com as mãos livres ao chegar à capital mineira. Já Santos foi preso no final da tarde de quinta-feira, no Jardim Leblon, zona norte de Belo Horizonte.

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