Serviço de mobilidade urbana é solução também no Brasil

Serviço IntegraBike em Sorocaba


O sistema de Mobilidade Urbana da Prefeitura de Sorocaba  que empresta gratuitamente bicicletas à população  completou, neste final de semana, 10 mil empréstimos. Até às 16h30 desta sexta-feira (06) já haviam sido realizados 9.916 empréstimos gratuitos de bicicletas e somados 3.229 cadastros realizados. 

De acordo com os dados do sistema, a unidade de cadastramento de usuários das bicicletas com maior número de pedidos de adesão é a Central de Atendimento do Terminal São Paulo, que já atendeu 59% da demanda. Em seguida, os pontos mais procurados são a Casa do Cidadão da Ipanema, com 16,2% de procura, e a Casa do Cidadão da Itavuvu, com 12,6% de atendimentos. O cartão mais utilizado para o cadastramento é o Cartão Cidadão, responsável por 71,9% da demanda. 

As bicicletas públicas começaram a operar em 18 de maio como uma nova opção de deslocamento para a população na região Central da cidade e avenidas Itavuvu, Ipanema e Angélica. 



O serviço em Sorocaba é o segundo do país e funciona da seguinte forma:


Os usuários do transporte coletivo que já dispõem do Cartão do Transporte devem ir até o terminal São Paulo ou uma das unidades da Casa do Cidadão para assinar o termo de responsabilidade e se cadastrar no sistema. Quem ainda não possui, basta fazer o cartão e pagar uma taxa de R$ 5,60, correspondente a duas tarifas de ônibus e se cadastrar. Não existe custo ou limite de uso do sistema. O cadastro só é permitido para pessoas com idade acima de 18 anos.

Como usar a bicicleta 

O usuário deve aproximar o Cartão de Transporte já cadastrado no leitor digital instalado nas estações para que a bicicleta seja liberada automaticamente. Para devolver, basta se dirigir a qualquer estação (não precisa ser a mesma que fez a retirada) e encaixar o veículo no terminal. O sinal de que a devolução foi efetivada é uma luz verde piscando.

Tempo de uso 

Cada usuário poderá usar a bicicleta durante uma hora. O sistema operacional controla esse tempo de uso, informando qual o período que a pessoa esteve com a bicicleta. Quem ultrapassar o tempo de uma hora terá o Cartão do Transporte bloqueado (mas poderá continuar a usar os ônibus) até fazer a regularização. A multa para atraso de até duas horas é de R$ 5. De duas a três horas é de R$ 10 e de três a 24 horas, será cobrado o valor da bicicleta (R$ 1.350). 

O usuário também tem a possibilidade de devolver a bicicleta dentro do prazo de uma hora e fazer uma nova retirada depois de 15 minutos. 

Consultas on-line 

O sistema on-line permite que os usuários possam consultar pela internet a disponibilidade de bicicletas nas estações em tempo real, além de conhecer os locais de cada unidade e dados necessários para o cadastramento. O acesso ao sistema pode ser feito pelo site: www.urbes.com.br 



RIO DE JANEIRO






Na cidade do Rio de Janeiro  esse serviço existe desde o final do ano passado e foi batizado de Bike Rio. O Bike Rio foi idealizado e é operado pela Serttel, uma empresa de Recife que trabalha com tecnologia aplicada à mobilidade urbana. "A ideia é de 2009, mas só agora conseguimos fechar o patrocínio e colocá-la em prática", disse Angelo Leite, presidente da empresa responsável pelo desenvolvimento do projeto, que é patrocinado pelo banco Itaú.
A experiência com bicicletas públicas começou em Copenhague, Dinamarca, e em dez anos se espalhou por toda a Europa e América do Norte. Na América do Sul, o projeto mais consistente foi implantado nas cidades colombianas de Medellin e Bogotá.




Serviço Rio Bike no Rio de Janeiro


Para o arquiteto e urbanista Otávio Leonídio, o Brasil está muito atrasado na implantação do meio de transporte compartilhado. Além disso, segundo ele, a ideia da bicicleta na calçada, em ciclovia, separada do tráfego de veículos, é um equívoco. "Muitos países estão optando pela ciclofaixa, ocupando uma parte do espaço destinado ao transporte de veículos, dividindo o espaço com automóveis e ônibus", disse.


"E se houver alguma pretensão de complementar o transporte do Rio, ele tem que se estender às zonas norte e oeste", afirmou Leonídio. De acordo com o urbanista, o sistema foi bem recebido pela população. É preciso, no entanto, torná-lo útil para o transporte cotidiano e não apenas para o lazer.

A ideia é tornar o sistema cada vez mais abrangente. Hoje, as estações limitam-se à orla e percorrem 13 km entre a praia do Leblon e o aterro do Flamengo. Há postos também ao redor da lagoa Rodrigo de Freitas, até o Jardim Botânico.

Projeto
No início de 2012, o uso compartilhado de bicicleta será implantado em Sorocaba, no interior de São Paulo. "A cidade já tem uma boa estrutura", disse Leite. Em João Pessoa (PB) e Petrolina (PE), há um sistema parecido, mas sem a possibilidade de integração.

Em 2008, a Serttel era responsável por outro programa de aluguel de bicicletas na capital fluminense. O Pedala Rio, no entanto, não vingou e o término ocorreu em julho deste ano. Agora, reformulado, o sistema conta com investimento da iniciativa privada. "Foi difícil por ser algo novo. Não havia referência de retorno financeiro", afirmou Leite.

Cartão de crédito e celular
Segundo o presidente da Serttel, o número de inscritos no Rio de Janeiro já chega a 14 mil, com 3 mil viagem por dia. Para alugar a bicicleta, o ciclista pode utilizar o cartão de crédito.

Na própria estação, pelo celular, deve informar o número do posto e da bicicleta. Após a liberação, o usuário tem 60 minutos, com custo de R$ 5. Há a possibilidade de fazer um plano mensal, com pagamento mínimo de R$ 10,00. Neste caso, a primeira hora é gratuita e cada hora adicional custa R$ 5. O cadastramento deve ser feito no site www.movesamba.com.br.

A manutenção do sistema também é realizada pela Serttel, que destinou 35 funcionários para a atividade. Além disso, há técnicos nas estações responsáveis por acompanhar as locações. Uma central de operação analisa a situação de ocupação das estações e procura manter o sistema equilibrado, com o remanejamento de bicicletas.



ALUGUEL DE BICICLETAS PELO MUNDO

Em Paris, o sistema de aluguel de bicicletas existe desde julho de 2007. 

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Estação de aluguel de bicicletas em Paris

O Vélib (nome dado ao sistema parisiense) tem cerca de 750 estações com 15 bicicletas cada. Para alugar uma bicicleta basta cadastrar-se, comprar créditos (29 euros pagam um ano de assinatura do serviço de 30 min. de jornada, por exemplo), chegar a uma estação e passar o cartão magnético.
Você faz o que tem que fazer pela cidade – sem trânsito, sem poluição, sem barulho – e depois deixa o veículo em qualquer uma das estações.
O usuário pode carregar o cartão online, em instalações da prefeitura ou dos correios. Em algumas estações também será possível utilizar passagens do metrô para pegar uma bicicleta.
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Veja algumas imagens do sistema neste vídeo do Le Monde (1,43min., áudio em francês)
Enquanto Paris fecha as margens do Sena à circulação de automòveis aos finais-de-semana e espalha bicicletas pela cidade adaptando idéias simples e criativas com custo mínimo, a idéia de transporte integrado dos subdesenvolvidos da cidade e estado de São Paulo resume-se em restringir gradualmente a integração dos modos de transporte. Prometeram uma tarifa única para metrô+ônibus, elegeram-se e veio o cadastro de bilhete único, menos horas de validade, fim de descontos, terminais com catracas que desperdiçam tempo de integração válida e cia.
Em julho de 2010, foi a vez de Londres contar com um sistema desse. 
Ciclista passa por bicicletas públicas dispostas em uma das estações, em Londres Foto: Reuters
Estação de aluguel de bicicletas em Londres


Em Londres, o sistema foi inaugurado com 5 mil bicicletas em vários pontos da cidade e 12.450 chaves foram entregues ao londrinos cadastrados no serviço.

Essas chaves tem o custo de 3 libras ou R$ 8 e o aluguel das bikes varia de 1 libra (R$ 2,7) a hora indo até o valor de 50 libras (R$ 137) por 24 horas.

Se no Brasil as bicicletas possuem câmbios traseiros com 7 marchas, as londrinas pesam 23 kg e apenas 3 marchas. 

Outra diferença entre as nossas, é que lá elas não possuem travas, porém têm trancamento automático assim que devolvidas nas estações.

Jenny Jones, membro do Partido Verde na Assembleia de Londres, discorda da falta de travas.
“As bicicletas deveriam ter travas e cestas maiores”, disse ela. “O programa também precisa ser monitorado de perto para garantir que o custo não evite que londrinos com rendas mais baixas usem as bicicletas.”
O programa foi oficialmente lançado no parque Jubilee, na região londrina de South Bank, pelo prefeito Boris Johnson.
As estações que abrigam as bicicletas serão localizadas nos bairros de Camden, City of London, Hackney, Islington, Lambeth, Kensington and Chelsea, Southwark, Tower Hamlets, Westminster e em vários parques da cidade.
Atualmente, a TfL, órgão responsável pelo sistema em Londres,  informou que conta com uma frota de 6 mil bicicletas e 400 estações.

Em Nova Iorque, o sistema começou a operar esse mês.
As primeiras estações foram instaladas na parte baixa de Manhattan.

A meta é que até meados de 2013 a cidade ofereça 10 mil bicicletas, que devem ser espalhadas inicialmente por 420 pontos da cidade.

Modelo da bicicleta que será disponibilizada por programa da Prefeitura de Nova York, na apresentação ao público

Os locais foram decididos após consulta pública pela internet e reuniões com moradores e associações civis.

Para usar o sistema, é cobrada uma taxa anual de US$ 95 (cerca de R$ 190). Os usuários tem direito a um cartão para desbloquear a bicicleta nos estacionamentos espalhados pela cidade.

Eles podem pegar o veículo em uma estação, utilizá-lo por 45 minutos sem custo adicional e depois devolvê-lo em qualquer estacionamento.

O preço para o aluguel por um dia será de US$ 9,95 (R$ 20) e para uma semana, US$ 25 (R$ 50). Quem aluga por 24 horas ou por sete dias poderá usar a bicicleta sem custo adicional por 30 minutos.

Embora conte com o projeto a cidade não conta com um sistema de ciclovias.

De todos os sistemas citados, inclusive no Brasil, o de Sorocaba é o único totalmente gratuito, sendo integrado com o sistema de ônibus municipal.





Comentários

Estou convicta que para mudanças sustentáveis na área de mobilidade urbana verde só serão possíveis através de uma ação em conjunto do poder público,
iniciativa privada, como bancos, e empresas. Muito interessante as soluções propostas pela empresa Siemens, na área de mobilidade verde. Vale a pena dar uma lida.

http://www.siemens.com.br/desenvolvimento-sustentado-em-megacidades/mobilidade.html

Alessandra Ribeiro

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