Conselho Municipal de Saúde quer vigilância na rede pública em Sorocaba
A média diária de atendimentos é quase três mil, nas cinco unidades da rede municipal de saúde na cidade de Sorocaba mas estão há mais de um mês, sem vigilância alguma nos locais. Duas Unidades Pré-Hospitalares (Norte e Oeste) perderam o serviço mais os três PA'S da rede. O contrato com a empresa responsável também pelo monitoramento por câmeras de vídeo foi rescindido, mas, até agora, não foi tomada qualquer medida para sanar o problema. As unidades estão ao leo, sem a menor segurança.
Tal denúncia foi feita na última quarta-feira em reunião do Conselho Municipal de Saúde, pelo presidente do Sindicato dos Médicos (Simesul), Antonio Sergio Ismael. Ele relatou uma ocorrência de desinteligência na segunda-feira na UPH da Zona Norte,envolvendo um paciente e um o profissional que o atendia. O caso foi registrado pela polícia. "É um absurdo e uma omissão muito grave do poder público, permitir que numa cidade como Sorocaba, tanta gente fique exposta a risco. Médicos, funcionários, usuários, todos estão sujeitos a risco porque a Prefeitura não renovou o contrato com a empresa que cuidava da segurança. E o pior é que nem deu explicações sobre o que de fato teria ocorrido."
A reportagem questionou a Secretaria de Comunicação, mas foi informada de que "a Secretaria da Administração, que tem conhecimento da demanda, não se pronunciou, apesar de ter sido avisada". A reportagem quis saber ainda por que a prestação do serviço se encerrou e por que uma outra empresa não foi contratada em substituição à antiga, se poderia haver um esquema emergencial para garantir a segurança dos usuários, quanto era gasto com o serviço e quanto deverá ser gasto numa próxima etapa.
Na nota, a Secom apenas diz quantos atendimentos são realizados e a localização dos PAs: os dos bairros Laranjeiras, Brigadeiro Tobias e Éden. Todos estão em regiões densamente povoadas e com elevada incidência de criminalidade na cidade. "Não podemos aceitar que, além de um atendimento precário e sofrível, a saúde também não disponha de um mínimo de segurança. Estamos todos apreensivos e tememos que algo pior possa acontecer", disse Ismael.
Num giro pelas unidades, a reportagem constatou a presença de Guardas Municipais na UPH da Zona Norte, mas as outras não contavam com aparato de segurança. "Vamos cobrar providências e levar a situação adiante, até que algo seja feito. Não se trata, como possam dizer alguns, de exploração política o que fazemos, mas de lançar um alerta para evitar que algo pior aconteça. O quadro é preocupante, e não dá para assistir a tudo sem ficar indignado."
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