Pior escola do Brasil ainda nem começou ano letivo de 2012

As aulas ainda não começaram na Escola Estadual Professor Luiz Carlos, estabelecimento que amarga o pódio no ranking entre as 20 escolas que obtiveram pior desempenho na avaliação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em Alagoas. O Estado também acumula a lanterninha numa lista com as notas do Ideb, tanto para os anos iniciais (1º a 5º anos) quanto para os anos finais (6º ao 9º) do fundamental.
A previsão para o começo do ano letivo é dia 28 de agosto. Um cartaz
colado na porta da escola avisa: os pais devem estar presentes no início
das aulas para saberem como será o calendário do primeiro semestre.
O prédio da escola não tem condições de receber os alunos pois está em reforma. O problema está sendo causado pelo atraso nas obras feitas nesta e em outras unidades do Estado,
iniciadas durante o recesso escolar. Segundo a SEE (Secretaria de
Estado da Educação e do Esporte), além da Escola Estadual Professor Luiz
Carlos, outros 13 estabelecimentos estão sem funcionamento.
A dona de casa Francisca Maria da Silva, 43, espera ansiosa o início
das aulas, pois já não aguenta mais ver a filha, Mariana Silva, 11,
ficar na frente da televisão o dia todo. “Não tenho condições de pagar
uma escola particular. Tentei transferi-la para outra escola, mas não
consegui. A gente fica numa situação difícil sem saber o que fazer com
essa menina o dia todo ociosa em casa em vez de estar estudando.”
Nota baixa
Localizada em Maceió, a Escola Estadual Professor Luiz Carlos obteve
nota 1,2 no Ideb 2011 para os anos iniciais, enquanto a meta era de 3,6.
A nota do Brasil no índice foi 5 para esta etapa. A instituição parecia
estar em um caminho de aumento das notas: depois de ficar com 2,4 nos
anos de 2005 e 2007, ela havia conseguido obter 3,0 em 2009. O Ideb é
calculado a cada dois anos.
Segundo os dados divulgados pelo MEC (Ministério da Educação), 18 das
20 escolas que obtiveram pior desempenho estão localizadas no interior
do Estado. É o caso da Escola Estadual Anália Tenório, na cidade de Olho
d’Água Grande (a 156km de Maceió). A escola ficou com nota 1,7,
enquanto deveria ter atingido 2,8. Todas as 20 piores notas das escolas
em Alagoas variaram entre 1,2 e 1,9 – abaixo das metas para 2011.
FONTE: UOL
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