Funcionalismo público de Ibiúna-SP leva calote
Parte dos funcionários públicos municipais de Ibiúna, no interior de SP, resolveu paralisar o trabalho ontem, terça-feira (16). O protesto foi realizado devido a um calote salarial deste mês. Todo o pessoal da educação, incluindo professores, auxiliares de serviços, motoristas do transporte escolar, diretores e coordenadores protestaram em frente à prefeitura. Esses profissionais alegam que deveriam ter recebido o salário no quinto dia útil de outubro, mas até agora não viram a cor do dinheiro. Houve professor reclamando de ter o nome inserido no SPC por falta de pagamento de um empréstimo consignado. Segunda ela, o valor teria sido descontado de seu salário mas não repassado pela prefeitura ao banco credor.
O Conselho de Educação não fez um levantamento do número total de professores que apoiaram a causa, mas já trabalha com a possibilidade de novas paralisações. Se isso ocorrer, os 7.600 alunos, das 64 escolas municipais da cidade, podem ficar sem aula nos próximos dias.
Maria Cláudia Ramalho, presidente do Fundeb - órgão que fiscaliza a verba que o Governo Federal repassa ao município para o setor da educação -, afirmou que não tem acesso ao relatório de prestação de contas desde janeiro e que por isso resolveu acionar o Ministério Público.
Por enquanto, o único hospital da cidade vem funcionando normalmente,porém, funcionários da saúde também reclamam de atrasos. Eles alegam que receberam apenas parte do salário. O secretário de Finanças da Prefeitura de Ibiúna, responsável pelos pagamentos, foi procurado, mas como é de praxe nesse tipo de situação, preferiu não ser entrevistado.
A prefeitura de Ibiúna soltou uma nota informando que o pagamento dos funcionários da educação será feito gradualmente a partir desta quarta-feira (17) e deverá ser concluído até sexta-feira (19). Sobre o setor da saúde, a prefeitura afirma que todos já receberam os salários e que os serviços continuarão sendo prestados.
Funcionários públicos sem salário protestaram em frente à prefeitura (Foto: Reprodução/TV TEM)
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