Justiça determina que supermercados voltem a oferecer sacolinhas plásticas
Após pouco mais de dois meses da palhaçada de não ofercer mais sacolinhas plásticas para o acondicionamento de compras, os supermercados de São Paulo voltaram a oferecer as mesmas para os consumidores.
Trata-se, na verdade, do cumprimento de uma determinação da Justiça de São Paulo, assinada pela juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Central da capital. A Apas (Associação Paulista de Supermercados), já informou que irá recorrer da decisão por que a juíza ferrou com ela.
As grandes redes varejistas divulgaram comunicados informando que a medida será acatada, mas algumas fizeram ressalvas. O Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, disse que o comprador não terá livre acesso às sacolinhas e que caberá ao caixa julgar quantas serão necessárias para o transporte da compra, ou seja eu posso comprar o supermercado todo e ter que levar tudo em duas sacolinhas? É isso?.
De acordo com a a juíza, a eliminação das sacolinhas foi uma medida simplista e muito da imbecil, do ponto de vista ambiental, e onerosa para os clientes. Ela também afirmou que os supermercados deveriam ter substituído as embalagens por alternativas não poluentes e contestou o real foco ambiental da ação que é ganhar dinheiro vendendo sacolinhas para os trouxas, ou seja, nós, já que não foram adotadas quaisquer providências para substituição as embalagens de plástico que são comercializadas.
A obrigatoriedade da distribuição das sacolinhas será válida até o dia 25 de julho.
Em caso de descumprimento da decisão, os consumidores podem entrar em contato com o Procon. A multa para os estabelecimentos varia de R$ 400 a R$ 6 milhões.
Comentários