Pai guardava no armário revólver usado por aluno que se matou em São Caetano do Sul (SP)
O guarda municipal Nilton Nogueira, pai do garoto D.M.N., 10, que atirou contra a professora e depois se matou na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (SP), afirmou à polícia que guardava no armário de casa a arma que causou a tragédia. A docente Rosileide Queiros de Oliveira, 38, foi levada ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde será operada. Ela não corre risco de morte.
De acordo com a delegada Lucy Fernandes, que chefia as investigações do caso, Nogueira foi até o 3º DP de São Caetano no início da noite e conversou com ela por apenas 15 minutos.
De acordo com a delegada Lucy Fernandes, que chefia as investigações do caso, Nogueira foi até o 3º DP de São Caetano no início da noite e conversou com ela por apenas 15 minutos.
Na conversa com a delegada, Nogueira afirmou que, ao sentir falta do revólver, foi até a escola para ver se a arma estava com um dos filhos –além de D.M.N., outro filho do guarda, de 14 anos, estuda no mesmo local.
Na escola, Nogueira conversou com os dois filhos e perguntou se algum deles havia pegado a arma. Ambos negaram, e D.M.N. chegou até a sugerir que sua mochila fosse revistada pelo pai. Depois de falar com os filhos, o guarda retornou para casa e voltou a procurar o revólver na parte superior do armário do quarto, onde costumava guardá-la.
Pai muito abalado
A delegada evitou fazer muitas perguntas ao pai do garoto. Muito abalado e com sentimento de culpa, o guarda disse que se dava muito bem com o filho. “Ele disse que o filho nunca reclamou de nada, não despertava qualquer suspeita e que a família é muito estruturada. Ninguém sabe o que aconteceu com o garoto”, afirma a delegada.
O caso ocorreu por volta das 15h50 desta quinta-feira (22), D. M. N., do 4º ano do ensino fundamental, fez os disparos contra a professora e atirou duas vezes contra a própria cabeça. Ele morreu uma hora depois no hospital de emergência Albert Sabin, em São Caetano, após duas paradas cardíacas.
Segundo Moacyr Rodrigues, secretário de Segurança Pública de São Caetano, Nogueira “tem um conceito excepcional dentro da guarda”, onde trabalha há 14 anos. A arma está legal, com registro até outubro de 2012, informou Rodrigues.
Já o delegado-geral da Polícia Civil do município, Francisco José Cardoso, disse que se for comprovada negligência do guarda, ele responderá criminalmente.
*Com reportagem de Raíssa Mokarzel, em São Caetano do Sul (SP)
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