Caso Mega-Sena: júri ouve testemunhas de defesa e acusação no 3º dia de julgamento


Viúva_Mega-Sena

Começa por volta das 10h desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri de Rio Bonito, na região das Baixadas Litorâneas, o terceiro dia de julgamento de Adriana Almeida, 33 anos. Ela é acusada de ser a mandante do assassinato de Renné Senna, morto em 2007, e que ficou conhecido após ganhar cerca de R$ 50 milhões na Mega-Sena, dois anos antes. Segundo denúncia do Ministério Público, Adriana teria oferecido dinheiro para que dois homens matassem seu companheiro.
A expectativa é que cinco testemunhas de defesa e duas de acusação prestem depoimento durante todo o dia. Na quinta-feira (1º), o júri deve ouvir os réus. O veredicto será anunciado a partir dessa data.
Durante a sessão de terça-feira (29), um dos depoimentos que mais chamou a atenção foi o do amante de Adriana, o motorista de van Robson Andrade de Oliveira. Ele afirmou que a viúva queria se separar do milionário e não suportava mais o relacionamento.
- Ela contou que queria se separar de Renné porque embora tivesse tudo de bem material, não tinha liberdade nem relação sexual com ele.
A filha do milionário, Renata Senna, também prestou depoimento na segunda sessão. Ela foi uma das testemunhas de acusação e disse que Renné planejava excluir Adriana do testamento.
- Poucos dias antes de morrer, meu pai disse que iria excluí-la do testamento. Meu pai me contou que Adriana o ameaçou que caso ele a tirasse do testamento, ela iria “aprontar uma para cima dele” e chamaria o Anderson [ex-segurança de Renné, condenado como executor do homicídio].
A soma de todos os bens de Renné Senna, incluindo imóveis e dinheiro aplicado na poupança, chega a R$ 70 milhões. Entre os imóveis, há uma fazenda em Rio Bonito, uma casa no Recreio dos Bandeirantes e uma cobertura em Arraial do Cabo, segundo Sebastião Mendonça, advogado de Renata.
Ainda de acordo com Mendonça, todos os bens estão bloqueados e indisponíveis. O advogado contou ainda que no primeiro testamento, Renné tinha definido que 50% de sua fortuna iria para a filha, e o restante seria dividido em partes iguais entre os 11 irmãos e um sobrinho.
Já no segundo testamento, a nova divisão incluía 50% para Renata e os outros 50% para a mulher, a ex-cabeleireira Adriana Ferreira de Almeida. De acordo com o advogado, uma das testemunhas do segundo testamento, tinha passagem por estelionato e foi escolhida porque estava apenas de passagem no cartório.
Desde segunda-feira (28), dez testemunhas foram ouvidas, sendo apenas uma de defesa. O depoimento de Adalberto Lucena também se destacou por relatar que o milionário desconfiava da traição da mulher, que ele teria pensado em tirá-la do testamento e que o casal havia brigado poucos dias antes do assassinato.

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