ARTIGO: A CULPA PELA TRAGÉDIA DAS CHUVAS NO RIO É DE BRIZOLA

A propósito da tragédia que se abateu sobre a região serrana do Estado do Rio, mais uma a se juntar a quase uma dezena nos últimos quinze anos, disse o governador Sérgio Cabral, durante a visita que fez àquela área junto com a Presidente Dilma Roussef:
“Do início dos anos 80 para cá, essas três cidades (Friburgo, Teresópolis e Petrópolis) tiveram um problema muito semelhante ao que houve na cidade do Rio que é a desgraça do populismo. Que é a permissividade de ocupação de áreas de uma maneira irresponsável, como se fossem aliados do mais pobre, do mais necessitado”.
Sim, o governador está certíssimo: é a desgraça do populismo, que vê nas populações carentes apenas o valor dos seus votos e assim lhes permite tudo, o responsável por esse tipo de tragédias: deixa que os pobres ocupem as encostas mesmo sabendo que elas são áreas de alto risco, e depois se apresenta como seus defensores quando alguém realmente interessado em defender a vida daqueles cidadãos tenta removê-los.
A desgraça do populismo é a grande responsável por essas 528 mortes até agora e, no Estado do Rio, a desgraça do populismo tem um nome. Ela se chama “Leonel Brizola”. Foi ele quem, nos anos 80, tornou prática comum essa política nefasta. A pretexto de defender os pobres, humilhados e ofendidos, mas na verdade interessado apenas em mantê-los como o seu curral de votos, ele e seus discípulos lhes permitiram tudo.
E o resultado é o que se vê: as favelas são intocáveis. Seus moradores são dispensados de quaisquer ônus. Mas a natureza, esta não perdoa, e sempre cobra seus tributos. Assim, vêm as chuvas, as enchentes, e os deslizamentos em áreas de moradias irregulares que, pelo alto risco que representam para os que ali vivem, jamais deveriam ter sido ocupadas.
O populismo by Leonel Brizola foi e continua a ser a desgraça do Rio e da região serrana. E nesta, tantos anos depois da morte dele, ainda continua forte, a julgar pelo que aconteceu em Petrópolis que, tendo que escolher um nome para a sua nova rodoviária, foi buscá-lo não entre as suas figuras ilustres e históricas, mas no distante Rio Grande do Sul, batizando-a de Leonel Brizola.
Os desastres se sucedem na região, por conta dessa política nefanda e cada vez mais comumente praticada. E nada indica que nos próximos verões, e nas próximas chuvas, eles saiam de cena. Pois o que não falta entre nós hoje em dia são os populistas, os falsos amigos do povo. E é a demagogia deles que impedirá que soluções definitivas, e que resultem na salvação de muitas vidas e de patrimônios, sejam tomadas.
Por isso, aguardem os próximos capítulos dessa novela infame, e se preparem para contar muitas outras mortes.
Texto de Aguinaldo Silva
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